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Golpes relacionados à Copa do Mundo avançam 79% no Brasil

Golpes relacionados à Copa do Mundo avançaram 79% no Brasil antes do Mundial de 2026. Inteligência artificial acelera a criação de fraudes.

Redação 104 News

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Golpes relacionados à Copa do Mundo avançam 79% no Brasil

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Golpes relacionados à Copa do Mundo avançaram 79% no Brasil antes do torneio. Um levantamento da NordVPN revelou os números preocupantes. O Mundial de 2026 começa nesta semana. Esse índice representa quase o dobro dos registros anteriores. Em 2024 e 2025, 34% dos brasileiros relataram contato com golpes. Antes da Copa de 2022, esse percentual era de apenas 19%. Dessa forma, o crescimento foi expressivo e preocupante. Além disso, as reclamações no Procon-SP multiplicaram-se por oito. Nos últimos três meses, os números saltaram de 19 para 156 registros. Portanto, o problema se agravou significativamente.

Inteligência artificial acelera os golpes

A principal diferença entre os cenários está na velocidade. Há quatro anos, criminosos precisavam de mais tempo técnico. Eles montavam sites fraudulentos e campanhas de phishing manualmente. Agora, com ferramentas de IA generativa, o processo mudou. Essas tecnologias estão amplamente disponíveis para qualquer pessoa. Consequentemente, a criação de golpes passou a levar poucas horas. “Hoje, esse ciclo caiu para poucas horas”, afirma Marcelo Souza. Ele é vice-presidente de Produto da Certta. Além da rapidez, os golpes se tornaram personalizados. Criminosos usam dados vazados como CPF e e-mail. Eles também acessam histórico de compras das vítimas. Dessa maneira, criam abordagens direcionadas e mais convincentes.

Pix dificulta recuperação do dinheiro

Outra transformação importante ocorreu nos meios de pagamento. Em 2022, cartões e boletos predominavam nas fraudes. Agora, o Pix passou a ocupar posição central. A instantaneidade das transferências dificulta a recuperação dos recursos. “O Pix também muda a equação de forma bastante concreta”, destaca Souza. A irreversibilidade da transação elimina a janela de reação. Os criminosos também criam marcas fictícias. Elas se apresentam como parceiras oficiais do evento. Os golpistas se infiltram em grupos legítimos de colecionadores. Eles conquistam confiança antes de aplicar os golpes. Assim, as vítimas caem mais facilmente nas armadilhas.

Redes sociais são principal porta de entrada

As redes sociais seguem como principal canal para as fraudes. O Instagram lidera com 51% dos casos registrados. Logo atrás, o WhatsApp aparece com 48% das ocorrências. O Facebook registra 35% dos golpes relacionados à Copa. Na sequência, o TikTok fecha a lista com 26% das fraudes. Entre as modalidades mais frequentes estão apostas ilegais. A venda de ingressos falsos também aparece com destaque. A comercialização de produtos falsificados completa o ranking. Portanto, o torcedor deve redobrar a atenção online.

Mercado de figurinhas também sofre fraudes

As fraudes não se limitam apenas ao ambiente digital. O Procon-SP registrou 115 casos de não entrega ou atraso. A oferta não cumprida ou venda enganosa soma 34 ocorrências. Produtos incompletos ou diferentes do anunciado somam 24 casos. As reclamações sobre figurinhas e álbuns explodiram nos meses recentes. Em março, não havia nenhum registro específico. No mês seguinte, os números subiram para 34 ocorrências. Já em maio, as denúncias saltaram para 109 registros. As fraudes concentram-se em anúncios enganosos. As falsificações ocorrem em marketplaces e grupos de mensagens.

Especialistas dão dicas de proteção

O Procon-SP elaborou orientações importantes para os consumidores. Antes de comprar, pesquise a reputação da loja ou vendedor. Desconfie de ofertas com preços muito abaixo do mercado. Verifique CNPJ, endereço e canais de atendimento da loja. Guarde anúncios, comprovantes de pagamento e conversas realizadas. Confira prazo de entrega, política de troca e condições da oferta. Em compras de figurinhas, verifique se o item é oficial. Em caso de problema, registre reclamação no Procon mais próximo. Ignore gatilhos de urgência como contadores regressivos. Cheque se o CNPJ exibido no site condiz com o setor. Evite sites que só aceitam Pix como forma de pagamento. Plataformas idôneas oferecem múltiplas opções. Dessa maneira, o consumidor reduz drasticamente os riscos.

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